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A fábrica Bhering

Com 140 anos de vida, a fábrica chegou a liderar as vendas no Brasil de café e do chocolate Bhering

A fábrica Bhering

Uma fábrica de 15 mil metros quadrados, na zona portuária do Rio de Janeiro, já produziu chocolate, café, chás, especiarias, massas, fermentos, molhos, confeitos.

Em seus quase 140 anos chegou a liderar as vendas no Brasil de café (“Café Globo – bom até a última gota”) e do chocolate Bhering. O café, seu principal produto, nos 60, só no Rio de Janeiro, respondia por mais de 50% das vendas na cidade. Hoje, administrada pelo empresário Ruy Barreto e sua família, a fábrica se transformou em um dos endereços culturais mais importantes do país. Em seus seis andares acolhe mais de 70 ateliês de artistas, fotógrafos, livraria, oficinas diversas, lojas de produtos naturais, cafés e restaurantes. Uma área especial ( o Studio) está reservada para o cinema, novelas e fotografia. Esse espaço foi inspirado em uma antiga e importantes produtora brasileira de filmes, que produziu famosas chanchadas e alugava seus estúdios entre 1930 até 1951, quando encerrou suas atividades.

 

Mas a inspiração para transformar a antiga fábrica de chocolate na sofisticada galeria de artes de hoje, a família Barreto foi buscar bem longe. Mais precisamente em Moscou. Nessa cidade também uma antiga fábrica de chocolate foi transformada em um magnífico centro cultural que, assim como inspirou a criação da Bhering, foi exemplo para iniciativas semelhantes em outras partes do mundo. É a “October Red” um bonito edifício às margens do Rio Moscou (para quem consegue falar russo, ele chama “Москва-река”).

Fernanda Castelo Branco, do blog Vontade de Viajar, criado para inspirar roteiros culturais e criativos, visitou a October Red e conta: “O produto mais famoso de toda a história da Red October são os chocolates Alenka, que existem até hoje (agora produzidos numa fábrica mais afastada do centro) e mantêm a embalagem no mesmo estilo do período soviético, com o desenho de uma neném com um lenço amarrado.É um verdadeiro ícone da época, virou um daqueles produtos vintage, que todo mundo tem memória afetiva.

A história dessa fábrica de chocolate é, no mínimo, curiosa. Antes propriedade de um alemão que fornecia chocolates finos para os Czares russos, a Red October ganhou esse nome quando foi estatizada, após a revolução soviética. Durante a Segunda Guerra, a fábrica chegou a produzir chocolate com cafeína (e rolam boatos que até com metanfetamina) para enviar aos soldados russos e mantê-los cheios de energia!”

 

A fábrica Bhering

October Red