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André Levy e Daniel Mayall

Os dois jovens empresários, André e Daniel Mayall, sócios na E C C O, empresa especializada em gestão de energia elétrica, garantem que qualquer empresa pode ganhar dinheiro pagando menos pela conta de energia. Não importa o tamanho – uma grande indústria ou qualquer empresa comercial, até uma pequena lanchonete. É preciso, dizem, criar um programa de racionalização da energia para reduzir o consumo. Mas, antes de tudo, o empresário precisa olhar a conta de energia com o mesmo rigor que trata outras despesas.

André Levy e Daniel Mayall

André Levy e Daniel Mayall

Coisas do Comércio – Nos estabelecimentos comerciais um item que pesa bastante na listas das despesas é o preço da energia. E. naturalmente, o comerciante reclama. É possível reduzir esse gasto?

 
E C C O – É sempre possível. Não existe nenhuma solução pronta, do tipo, se todo mundo fizer assim, o preço da energia diminui. Cada caso – seja empresa comercial, industrial e até nos escritórios -  tem que ser visto e planejado isoladamente. Mas sempre é possível reduzir o preço da energia. Há casos em que a redução do preço mensal cai até mais do que 30%. Mas, vale repetir, cada caso é um caso


Coisas do Comércio – Então o que se deve fazer?


E C C O – Há duas variáveis que devem ser analisadas. Vamos falar da primeira: o consumo. A primeira pergunta a ser feita vale para qualquer empresário, do comércio ou da indústria: você conhece bem os tipos de gastos da sua empresa? A pergunta vale porque, geralmente, o empresário, seja o comerciante ou o industrial, discute o preço de suas encomendas com os fornecedores, mas aceita passivamente, sem nenhum questionamento, o preço da energia – sem procurar uma fórmula de pagar menos.


Coisas do Comércio – E qual é essa fórmula?


E C C O – Novamente, não há uma única fórmula, cada empresa é um caso que deve ser estudado isoladamente. Muita gente pensa que é preciso investir em novos equipamentos para reduzir o consumo de energia. Isso não é verdade, nós afirmamos que é possível diminuir o consumo sem precisar gastar em novos equipamentos. Por exemplo, há casos em que é preciso mexer até no layout da empresa. Já vimos situações em que uma câmara fria estava ao lado de um compressor. Ou seja, um tomando energia do outro e aumentando o consumo desnecessariamente.
 

Coisas do Comércio – Está bem, mas vamos ver um caminho mais fácil de entender. Quando vocês entram em uma empresa, quais são as primeiras providências?

 

E C C O – A primeira é analisar a conta de luz. E depois sair em busca dos vilões daquela conta. Onde estão os desperdícios? Fazemos até palestras para as equipes de funcionários. Eles estão conscientes da necessidade de economizar energia? E o que devem fazer. Verificamos  a manutenção dos equipamentos, o layout, tudo, enfim, que possa permitir a diminuição do consumo – e, por consequência, redução no preço.

 
Coisas do Comércio - Bem, e a segunda variável?


E C C O – Essa diz respeito à compra da energia. É possível comprar energia no mercado livre, mais barata e em melhores condições de pagamento do que adquirir em um único fornecedor. Existe essa possibilidade e nem todo mundo sabe disso.  


Coisas do Comércio – Bom, resumindo, é possível ganhar dinheiro pagando menos na conta de luz.


E C C O – Com certeza. Mas a empresa tem que olhar a conta de energia como um gasto tão importante quanto qualquer outro.  Reduzindo o consumo e comprando a energia no mercado livre, seguramente, essa empresa, no final das contas, vai pagar menos. E aquelas que pagam valores elevados pela energia são as que vão se beneficiar mais. Geralmente, a indústria é a que paga mais.


Coisas do Comércio – Isso vale para o comércio?

 

E C C O – Claro que vale, até para uma loja bem pequena, onde com certeza tem espaço para reduzir o consumo e o preço da conta. Mas são as grandes empesas que vão reduzir mais, inclusive muitas empresas comerciais têm um lado de indústria que as pessoas não consideram. Por exemplo, uma sorveteria. Ela gasta energia para produzir o sorvete, então ela é uma fábrica como qualquer outra. Mas esse tipo de empresa ainda gasta energia com freezers para manter o sorvete congelado e ainda gasta na loja, onde vende o sorvete aos seus consumidores. Esse é um exemplo de empresa considerada comercial que gasta muita energia. Se a gente entra numa empresa dessas, é muito provável encontrar vilões da energia por toda parte.

 

Coisas do Comércio – Como é possível resolver o problema de uma empresa que precisa manter ligado determinado equipamento todo o tempo?


E C C O – Claro que isso existe. E vale para uma enorme empresa que precisa de um grande forno aceso permanentemente ou para uma pequena lanchonete que deve manter sempre ligada uma fritadeira elétrica. Sem olhar a empresa é difícil falar, mas, generalizando o importante é fazer sempre uma boa manutenção nesses equipamentos. Mas esse é o tipo de caso que talvez precise de algum investimento. Se o equipamento for velho demais, toda hora dando problema e gastando muita energia, aí parece que ele precisa ser trocado. É como ter um automóvel muito antigo que toda hora precisa ir numa oficina e gasta muito combustível. Em algum momento ele precisa ser trocado. Mas geralmente uma manutenção competente pode prolongar por muito tempo a vida do equipamento.


Coisas do Comércio – No caso exclusivo do comércio, quais os segmentos gastam mais energia?


E C C O – Há alguns exemplos. Como falamos, as sorveterias que produzem seu próprio sorvete. Os hotéis também consomem muito porque, como os restaurantes, não podem desligar o ar condicionado dos quartos. Outro, fábricas de gelo, pelo mesmo princípio das sorveterias. Shoppings, supermercados e até hospitais, que não são do comércio.


Coisas do Comércio – Numa palavra final, quais os conselhos para os varejistas que acessam nosso site?

 
E C C O  – É importante pensar sempre que é possível reduzir o preço da energia. Na prática, isso significa colocar a empresa em um ciclo da melhora contínua no item energia. Ou seja, planejar a redução do consumo e a compra da energia mais barata. Depois, executar o que foi planejado. Por fim, manter uma fiscalização permanente, porque não é difícil os vilões que desperdiçam energia surgirem novamente.