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Bruno Oliveira

Com base nos relatórios da Ebit, Bruno de Oliveira, especialista em comércio eletrônico e criador da empresa Ecommerce na Prática, aconselha aos varejistas que procurem um nicho específico de atuação se quiserem participar dos lucros que o crescimento desse tipo de comércio pode proporcionar. A Ebit é uma agência que mede a reputação das lojas virtuais por meio de pesquisas com consumidores reais.

Bruno Oliveira

"Encontrar esse nicho específico é uma peça-chave para que qualquer loja virtual tenha sucesso", explica Bruno."Com a tecnologia de comunicação, em um país com mais de 200 milhões de habitantes, um nicho improvável possivelmente dará certo para quem estudar o mercado e estruturar bem sem negócio".

Exemplo de seis tipos inusitados de negócios que estão dando certo na internet:

 

Refeições saudáveis para pets

 

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Roupas, comidas, brinquedos, acessórios. Com aproximadamente 60 milhões de cães e gatos domésticos no Brasil, tudo o que está relacionado aos animais domésticos parece ser uma 'mina de ouro'. A Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) estima que o mercado pet cresce em média mais de 5% ao ano.

"Grandes empresas vendem ração há muito tempo. No entanto, explorar a produção de comida artesanal e saudável para os animais, com produção de conteúdo de valor e excelência na entrega e na escolha da matéria-prima, faz toda a diferença. Isso coloca uma pequena empresa em lugar de destaque, e por isso pode ser uma boa aposta", indica o especialista.

 

Smartphones usados

 

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Com lançamentos cada vez mais frequentes, celulares com pouco uso e recursos de alta qualidade são objetos de desejo dos consumidores que querem pagar menos. "O mercado de venda e troca de smartphones usados é cada vez mais lucrativo. No ano passado, o Brused, um serviço com sede em São Paulo, que ajuda a comprar e vender iPhone, iPad e Macbook usados, apresentou crescimento de 20% ao mês na procura por aparelhos usados", comenta Oliveira.

No entanto, segundo Bruno de Oliveira, a atenção do comerciante precisa ser redobrada ao se tratar de usados. "Quem decidir pela venda de produtos de segunda mão, seja celular ou qualquer outro produto, deve garantir a procedência deles, com notas fiscais, para que o negócio não se transforme em um pesadelo."

 

Grão de café gourmet

 

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), 68% do café consumido no país tem origem no varejo e 32% em restaurantes e bares. A taxa de crescimento do consumo dessa bebida no Brasil, de acordo com a mesma entidade, é de 2,9% entre 2016 e 2017.

"Como acontece com o vinho e a cerveja, o consumidor de café está cada vez mais exigente e informado sobre detalhes da produção e de seus sabores", diz Oliveira. "Encontrará um mercado promissor quem se empenhar em vender um produto de alta qualidade e conhecer bem o setor."

 

Camisas 'vintage' de clubes e seleções

 

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Se o Brasil é o país do futebol, não faltam consumidores para artigos relacionados a esse esporte. Difícil é encontrar um 'lugar ao sol' que já não esteja ocupado. Réplicas de camisas antigas são um bom exemplo disso.

"Sempre aconselho a não concorrer com grandes empresas do mercado", explica Oliveira. "Não há nada errado em pensar grande para quem mantém os pés no chão. No entanto, marcas conhecidas mundialmente fazem esses produtos. Para entrar nesse jogo, você precisa de um produto que eles não têm, que fuja do óbvio."

 

Artigos para churrasco

 

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Se o futebol é a paixão nacional, o churrasco é a sua "cara-metade" alimentar. De norte ao sul do Brasil, mesmo com diferenças regionais, o processo de preparo da carne é um nicho interessante para ser explorado.

"Há quem venda facas, grelhas ou churrasqueiras. Essas são as opções mais evidentes. O investidor precisa procurar algo diferente, como, por exemplo, aventais personalizados ou afiadores de faca customizados. Por isso, sempre dizemos que quem conhece o ramo, mesmo que apenas por diversão, sabe melhor onde está o nicho a explorar.

 

Fantasias para festas

Bruno Oliveira
Crédito: Shutterstock

Festas à fantasia são sazonais, mas sempre há alguma festa temática acontecendo durante o ano todo. Por terem essa característica, sempre existirão consumidores para fantasias ligadas a datas como o Carnaval, o Halloween, o Dia das Crianças ou o Natal.

"O comerciante pode ser até mais específico nesse nicho, se dedicando apenas a fantasias para crianças, para mulheres ou temáticas, ou disponibilizando apenas fantasias de super heróis, por exemplo", sugere.