X

Fale Conosco:

Aguarde, enviando contato!

Comidas congeladas: de nicho a mercado gigante

Antes restrito, o mercado hoje abriga consumidores de todos os níveis e segue crescendo em tempos de crise

Comidas congeladas: de nicho a mercado gigante

Pesquisa diz que 61% dos brasileiros comem comida congelada (Foto: Thinkstock)

Você chega em casa após um dia duro de trabalho, cheio de fome, mas desanimado pois ainda tem que encarar a cozinha? Seus problemas acabaram. O mercado de comida congelada, destinado a esse tipo de situação (e outras tantas), é um dos que mais cresce no mundo todo e no Brasil não é diferente.

 

Uma pesquisa da Katar Worldpanel, realizada no ano passado, revelou que 61% dos brasileiros consomem comida congelada. A praticidade e conveniência foram apontadas como fatores que atraem os consumidores a esse segmento, especialmente em tempos de crise.

 

Inicialmente, pode-se pensar que marcas gigantes como Sadia e Perdigão foram as grandes beneficiárias desse crescimento. Porém, empresas menores também têm aproveitado o boom do comércio de congelados. O segredo, segundo Paulo Alvim, consultor do Sebrae, é oferecer diversidade:

 

- O boom do mercado de congelados tem várias razões de ser. O aumento de famílias pequenas, com uma ou duas pessoas, o encarecimento dos restaurantes e a diversidade oferecida pelas pequenas empresas. Hoje temos alternativas, como cozinha brasileira, gourmet, italiana, etc...Melhorou muito a oferta no mercado nacional.

 

Algumas empresas pequenas cresceram tanto, aliás, que começaram a oferecer franquias para pequenos empresários. São os casos do Telu (Belo Horizonte) e do Deep Freeze (Rio de Janeiro).

 

Ambas as empresas começaram seus trabalhos na década de 80, justamente quando houve uma intensificação da jornada de trabalho tanto de homens quanto de mulheres, possibilitando o sucesso desse tipo de negócio, que já fazia sucesso na Europa, principalmente na França, há muito mais tempo.

 

Aliás, foi tendo o mercado francês como inspiração que surgiu o Deep Freeze. Ao “O Globo”, Maria Alice Jardim, uma das fundadoras, admitiu que a inspiração para abrir a empresa foi a Picard, gigante dos congelados do país europeu. Jardim morou por lá com a família por dois anos na década de 80 e voltou ao Brasil com a ideia. Hoje quem toca o negócio é o filho Luiz Eduardo.

 

NICHO DENTRO DO NICHO

 

Se há empresas apostando suas fichas nas comidas congeladas em um espaço físico, há outras indo ainda mais longe – oferecendo comida congelada saudável e tudo online. O Congelados da Sônia, por exemplo, oferece até serviço de nutricionista.

Outro serviço basicamente online é o Leve à Mesa, que entrou recentemente no mercado de congelados. O Leve à Mesa, assim como o Congelados da Sônia, investe na cozinha saudável, com pratos assinados pela chef Luana Gama.

Vinicius Andrade, um dos donos, falou ao “Coisas do Comércio” sobre o potencial de expandir sua empresa para abrigar comida congelada:

 

- Abrimos nosso comércio oferecendo apenas comida fresca, na hora. Como a demanda tem sido boa, estamos analisando o tamanho do comércio de congelados para entrar de cabeça nesse universo.

Para Paulo Alvim, o futuro é mesmo a cozinha saudável – mercado onde o Congelados da Sônia e o Leve à Mesa se especializaram. E a venda online também.

 

- O que hoje é nicho, amanhã vai ser mercado. Comida saudável é o futuro, dentro do conceito de refeições seguras. E vender online abre mais um canal de comercialização e ainda a menor custo.

Essa é mais uma prova que o mercado de congelados vem ficando cada vez mais sofisticado.